Secretário do Meio Ambiente desconhece a Billings
É fato. O governo do Estado desconhece os problemas enfrentados pela Billings. Em entrevista concedida ao Diário quarta-feira, o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, reafirmou que a represa não está entre as prioridades do governo porque não produz água. Informação equivocada, pois não leva em consideração as nascentes naturais das áreas de manancial da região nem dados históricos de conhecimento público. A Billings já produziu, originalmente, 28m³ de água por segundo.
Hoje, mesmo com os problemas de erosão, lançamento de esgoto na água e ocupações clandestinas das margens, a represa consegue produzir 12m³. “Ela perdeu mais da metade de sua capacidade, mas ainda bombeia água para a Guarapiranga. O braço do Rio Grande,
Apesar da realidade dos números, Graziano insiste em dizer que as represas necessitam de tratamentos diferentes. “A Guarapiranga é produtora de água e a Billings é, especialmente, um grande reservatório poluído”, disse.
O secretário ainda acredita que a recuperação da Billings requer apenas ações fundamentais de despoluição e que as mesmas receberão investimentos da Sabesp e do Banco Mundial. “No caso da Guarapiranga, estamos preocupados com a poluição, mas também com um conjunto de outras ações para proteger a produção de água.”
Para isso, o Estado lançou um plano de 22 medidas específicas para a Guarapiranga. Na lista, está a desocupação imediata de 30 mil moradores que vivem em áreas de proteção ambiental, além do fechamento de comércios de material de construção, instalação da Guarda Ambiental e congelamento de assentamentos irregulares.
A secretaria considera a área de Parrelheiros,
“A Billings toda – e há muitos que se preocupam com ela, até me criticaram porque falo muito da Guarapiranga e pouco da Billings – receberá as mesmas ações dadas agora à Guarapiranga, numa segunda fase. As estratégias de intervenção serão iguais e levarão em conta, sim, as populações que estão na região de modo incompatível com o uso ambiental”, disse.
O secretário completou a entrevista afirmando que a “tragédia na Billings” já foi feita e que, por isso, é preciso consertá-la. Não disse, porém, quando começará a trabalhar, efetivamente, na represa que pede socorro.
Por Adriana Ferraz -
Do Diário do Grande ABC
Escrito por Laboratório de Limnologia -USP às 00h06



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